Tem gente que adora criticar São Paulo. Dizem que é uma cidade caótica, irrespirável e com poucas áreas de convivência. Reclamam do número cada vez maior de carros na rua, do trânsito cada vez mais complicado e das horas perdidas em deslocamentos cada vez mais lentos.

Reclamam, reclamam, reclamam e ainda assim, continuam indo e voltando de carro como sempre fizeram, sem se importarem com os monóxidos e dióxidos que emitem ou com a sua contribuição para o aumento do caos.

Não adianta só reclamar sem agir. É preciso arregaçar as mangas e fazer, e você não precisa ser prefeito ou deputado para se sentir responsável por sua cidade. Os parklets estão aí para provar isso.

Pra quem não sabe, o parklet é um espaço de lazer geralmente instalado em locais antes destinados ao estacionamento de dois carros. Prioriza o convívio das pessoas com um mobiliário composto por bancos, mesas de piquenique, floreiras, estacionamento para bicicletas, guarda-sóis e, em alguns casos, até sinal de Wi-Fi. Uma espécie de minipraça junto ao meio-fio das ruas.

O conceito surgiu em São Francisco, nos Estados Unidos, e no Brasil o primeiro parklet foi instalado em 2014, aqui em São Paulo. Depois de alguns testes e um abaixo-assinado feito por moradores e comerciantes para a sua permanência, a Prefeitura finalmente regulamentou o uso.

Além de proporcionar espaço verde e conforto aos pedestres, o projeto de baixo custo é um convite aos cidadãos para montarem a sua cidade, já que o regulamento de implantação dos parklets permite que a instalação seja feita por iniciativa de pessoa física ou jurídica.

Sem grandes investimentos – o custo médio de execução é de R$ 80 mil –, é possível melhorar a cidade e, mais do que isso, incluir o cidadão como agente transformador dela. Já para as empresas, é uma ótima opção para comunicar sua marca, sem o custo elevado de uma veiculação na TV. Quer ideia melhor que essa?

A Prefeitura de São Paulo dá todos os passos para quem quiser construir um parklet: http://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/parklets-municipais/

Por Clarissa Sá

Diretora de Criação da Content House